quarta-feira, 7 de abril de 2010

Comecei a me sentir fora da sociedade. Mesmo assim, saia pra alguns lugares. Quando o médico me proibiu de dirigir as coisas pioraram pra valer. Alguns que se diziam meus amigos agora vinham em casa apenas parapedir meu carro emprestado. Certas vezes até me convidavam pra sair, mas sentia que, no fundo, era por obrigação. Quando eu dizia que não queria ir dando alguma desculpa, como estar cansado ou coisa do tipo na verdade escondia um sentimento de vergonha.
Após um ano o cansaço começou a ser muito forte. Débora tinha mudado o seu jeito de ser pouco a pouco. Já não podia acompanhá-la em seus passeios. Me tornei uma pedra em seu caminho.
E quando existe uma pedra em seu caminho, a gente procura tirá-la, dar a volta ou pular por cima. Foi assim que aconteceu comigo. Não foi fácil pra mim, mas vou levando. Até quando? Não sei.

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