O tempo foi passando e eu a cada dia pensava mais na minha família. A família que perdi. Minha mãe não saía da minha cabeça. A forma como ela morreu. Entrei na bebida e no cigarro. Eu pensava ser esse o melhor caminho, mas estava completamente enganado. Nunca mais vi meu pai nem ouvi notícias sobre ele. Passaram-se 4 anos e eu não tinha noção da vida e nem do que estava acontecendo. Nunca ia a uma igreja e não procurava entender.Um belo dia acordei e, você sabe, nunca é tarde demais para se arrepender. Assim foi comigo. Me arrependi, levantei a cabeça e toquei a vida pra frente. Deixei de beber, mas continuei fumando.
Arrumei um emprego decente em outra fazenda como operador de colhedeira de grãos. Fui trabalhar no Mato Grosso, em Cuiabá. Lá conheci minha segunda esposa, uma mulher muito bonita, mas mesmo assim não conseguia esquecer Luana* e meus filhos. Devido a isso nada deu certo entre nós. Ficar com uma pessoa pensando em outra.
*Os nomes foram trocados para preservar a identidade